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Por que grandes marcas estão trocando influenciadores por pessoas reais?

CT
Equipe Conty
24 de out. de 202515 min de leitura

TL;DR para quem tem 30 segundos

Marcas líderes estão realocando budget de influencers para UGC (conteúdo de pessoas comuns) por três razões bem simples:

  1. Confiança: Consumidores confiam 4x mais em "gente como eu" do que em porta-vozes
  2. Performance: UGC dobra a conversão quando aparece na hora da decisão de compra
  3. Eficiência: Custo 70-90% menor que produção tradicional, com velocidade 10x maior

Não é modinha. É resposta direta aos dados.

O que mudou no comportamento do consumidor

Confiança migrou para "pessoas como eu"

88-89% dos consumidores confiam mais em recomendações de quem conhecem do que em qualquer outro canal. (Nielsen, 2021)

E a confiança em líderes corporativos e porta-vozes oficiais? Está em queda livre. O Edelman Trust Barometer 2025 mostra erosão histórica na credibilidade de CEOs e executivos. (Edelman Trust Barometer 2025 | Síntese Axios)

Tradução prática: Quando você troca um influencer "polido" por 50 clientes reais mostrando seu produto, você não está mudando de formato—está se alinhando com a nova hierarquia de confiança do mercado.

Os dados que sustentam a virada para UGC

UGC dobra (ou mais) a conversão

Estudo com 1.200+ marcas mostrou: visitantes que interagem com UGC convertem 102% mais. (PowerReviews, 2023)

Outra pesquisa, com rede de 12.500+ marcas, confirmou:

  • +144% em taxa de conversão quando há engajamento com UGC
  • +162% em receita por visitante (Bazaarvoice)

Por que funciona?

UGC remove atrito no momento da decisão. Quando alguém está na página do produto pensando "será que é bom mesmo?", um vídeo de outro cliente respondendo exatamente isso destranca a compra na hora.

Por que "pessoas reais" performam melhor que "rostos famosos"

1. Parecem com quem compra

Uma mãe de 35 anos confia mais em outra mãe mostrando o carrinho de bebê no porta-malas do que em uma produção cinematográfica com influencer.

É psicologia básica: quando alguém parece com você, você baixa a guarda. (Nielsen)

2. Cobrem mais ângulos

1 influencer = 1 perfil + 1 contexto

50 pessoas reais = 50 contextos + 50 objeções respondidas

Você consegue cobrir diferentes idades, regiões, sotaques, estilos de vida—tudo ao mesmo tempo.

3. Custo e velocidade

Comparação rápida:

TipoCusto por vídeoTempoDiversidade
Mega-influencerR$ 50k-200k2-4 semanas1 perfil
MicroinfluencerR$ 2k-10k1-2 semanas1 perfil
UGC pessoa realR$ 200-8002-5 diasMuitos perfis

Com o budget de 1 campanha com mega-influencer (R$ 100k), você produz 125-500 criativos UGC e testa qual combinação de pessoa + mensagem + contexto gera menor CAC.

4. Menos "cara de anúncio"

UGC bem feito parece conteúdo nativo do feed. Isso reduz aquela cegueira que a gente desenvolveu pra anúncio polido.

Resultado: CTR 4x maior e watch time 2.3x maior vs. produção tradicional.

Onde o modelo tradicional de influencer patina

Engajamento em queda

Engagement rate médio no Instagram: 2.2% em 2025 (era 4.7% em 2020). (HypeAuditor)

Tradução: você está pagando mais por menos atenção real.

Fraude é problema sério

40-60% de followers em campanhas com microinfluencers apresentam sinais de inautenticidade (bots, compra de seguidores). (HypeAuditor Audit Tool)

Baixa velocidade de testes

Contratos com influencers travam cronogramas: 2-4 semanas entre aprovação e publicação.

Em performance marketing moderno, você precisa testar e iterar em 48-72h.

Como operacionalizar isso na prática

Passo 1: Mapear onde a decisão acontece

Liste as páginas com maior atrito:

  • PDPs mais visitadas
  • Landing pages de campanha
  • Checkout
  • E-mails de carrinho abandonado

Prioridade: colocar UGC onde a conversão acontece. (PowerReviews | Bazaarvoice)

Passo 2: Construir pool de pessoas reais

Fontes:

  • Clientes existentes: campanha "conte sua história" com incentivo
  • Colaboradores: programas de advocacy interno
  • Microcriadores (500-10k followers): balanceiam autenticidade com qualidade técnica
  • Plataformas de UGC (tipo Conty): pool já verificada

Passo 3: Produzir em lotes e testar rápido

Rotina semanal recomendada:

  • Segunda: Briefing de 5-10 missões diferentes
  • Terça-Quarta: Criadores produzem (prazo 24-48h)
  • Quinta: Triagem e aprovação
  • Sexta: Upload e início de testes A/B/C
  • Segunda seguinte: Análise + decisão de escalar ou pausar

Volume recomendado:

  • Marcas pequenas (<R$ 50k/mês): 100-300 criativos/mês
  • Marcas médias (R$ 50-300k/mês): 300-1000 criativos/mês
  • Marcas grandes (>R$ 300k/mês): 1000-5000 criativos/mês

Riscos e como evitar

Brand safety

Problema: Criador faz claim não aprovado por jurídico.

Solução:

  • Briefing com "claims proibidos" explícitos
  • Dupla revisão (IA + humana)
  • Cláusula de responsabilidade nos termos

Qualidade inconsistente

Problema: 40-60% dos vídeos chegam inutilizáveis.

Solução:

  • Tutorial de "como gravar UGC de qualidade"
  • Checklist técnico obrigatório (luz, áudio, enquadramento)
  • Amostras de referência antes de cada missão

Fraude

Problema: "Criador" envia vídeo baixado de outra pessoa.

Solução:

  • Verificação de identidade (documento + selfie)
  • Fingerprinting de mídia (reverse video search)
  • Análise de padrões (múltiplas submissões do mesmo IP)

Foco em métricas erradas

Problema: Time celebra "10M de views" mas CAC subiu 15%.

Solução:

  • OKRs financeiros desde o início (CAC, CVR, não alcance)
  • Dashboard unificado com mesma metodologia de atribuição
  • Testes com grupo de controle sempre

Como começar: Piloto de 30 dias

Estrutura low-risk:

Semana 1: Definir 1-2 casos de uso (ex: lançamento + performance)

Semana 2: Produzir 50-100 UGCs com guardrails básicos

Semana 3: Testar em ads + integrar em 2-3 páginas-chave

Semana 4: Analisar performance vs. baseline e decidir escala

Hipóteses a validar:

  • UGC reduz CAC em X%?
  • UGC aumenta CVR on-site em Y%?
  • Taxa de aprovação está no target (60-80%)?

Investimento típico:

  • Budget criativo: R$ 10k-30k (300-500 UGCs)
  • Budget de mídia: R$ 20k-50k
  • Setup de tracking: R$ 5k-15k (se necessário)

Como a Conty ajuda

1. Pool qualificada de pessoas reais

1.000+ criadores verificados, curadoria por categoria/região/perfil, onboarding automatizado.

2. Missões em escala com briefing guiado

Templates battle-tested, perguntas que extraem storytelling genuíno, guardrails customizáveis.

3. Operação focada em performance

Tracking unificado com ad accounts, dashboards de CAC/CVR/payback, recomendações automáticas de "produzir mais como criativo X".

4. Compliance e brand safety

Termos de cessão de uso, checklist por categoria regulada, revisão de claims, monitoring contínuo.

5. Sua infra completa

Com a Conty você cria a sua campanha em minutos, e deixe todo o trabalho conosco. Nossa plataforma seleciona os melhores criadores, e faz todo o acompanhamento com eles até você receber os conteúdos para aprovação e começar a gerar resultado.

Quer ver isso aplicado ao seu caso?

Faça um piloto de 30 dias com metas claras e compare contra seu baseline atual de CAC/CVR.

Falar com a Conty

Conclusão

A mudança de influenciadores para pessoas reais não é tendência passageira—é evolução natural do mercado respondendo aos dados.

Marcas que entendem isso agora ganham vantagem competitiva. As que resistem vão continuar pagando caro por resultados medíocres.

A pergunta não é se você vai fazer essa transição. É quando.

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